Eleições PR: O que dizem os candidatos ao governo

Com o objetivo de apresentar os postulantes ao Palácio Iguaçu aos eleitores, uma série de sabatinas foi realizada ao longo da semana por uma emissora afiliada à rede de televisão no estado, cobrindo os oito nomes na disputa pelas eleições estaduais.

Formato das sabatinas e ordem dos candidatos

A cobertura jornalística incluiu conversas de trinta minutos ao vivo com os três primeiros colocados na última pesquisa de intenção de voto, além de entrevistas gravadas com os demais concorrentes da corrida eleitoral. A definição da sequência de participações ocorreu por meio de sorteio prévio com a presença de representantes partidários.

Propostas focadas nos trabalhadores e na economia

Representando o PCO, Adriano Funileiro destacou a necessidade de valorização da classe operária e citou valores calculados por órgãos técnicos para a remuneração básica.

“A gente defende um salário-mínimo, por exemplo, de no mínimo R$ 7,5 mil, que é o salário defendido pelo Dieese. Outro ponto importante do nosso programa é a questão da jornada de trabalho. A gente defende, por exemplo, cinco dias por semana, sete horas por dia. Com finais de semana e feriados livres, para que a população possa ter mais tempo com a família, com os filhos, assim por diante”, disse.

Já Alexandre Salomão, do Mobiliza, apontou carências estruturais na administração pública e defendeu a criação de diretrizes de longo prazo para o desenvolvimento regional.

“O que nós precisamos, de verdade, é um planejamento de médio e longo prazo para saber onde queremos ir. Um estado é feito de suas riquezas naturais, do seu comércio, mas é feito de pessoas. E as pessoas precisam estar bem, para que possam ser bons cidadãos e, dessa forma, a gente construir um estado que seja pujante, que seja exemplo para o Brasil”, afirmou.

Por sua vez, Luiz França, do partido Missão, enfatizou o histórico de combate a desvios financeiros e fez críticas a esquemas de corrupção.

“Nós estamos na República de Curitiba, nós temos que valorizar isso, é um momento de decisão. Ou a gente olha a cor ideológica e vota em corrupto, independente de quem seja, ou nós olhamos efetivamente aqueles que têm histórico”, disse.

Debates sobre privatizações e serviços essenciais

No campo da oposição, Requião Filho (PDT) centrou parte de suas críticas na venda da companhia de energia elétrica estadual e prometeu medidas judiciais para reverter a operação financeira.

“Ela [Copel] deve atender ao interesse público do Paraná e a gente pode, sim, ir para cima dessa empresa com seriedade, fiscalizando e cobrando também da Aneel uma maior seriedade em relação ao Paraná”, argumentou.

Em contrapartida, Sandro Alex (PSD) abordou investimentos voltados à infraestrutura e à prevenção de catástrofes climáticas em municípios afetados por cheias.

“Agora, em União da Vitória, nós estamos apresentando à sociedade um projeto também de resiliência para conter as enchentes, pelo menos minimizar os impactos. Um dos projetos que vai ser um dos mais caros da história do Paraná”, disse. O candidato também abordou a expansão da rede elétrica rural.

Segurança pública e combate à corrupção

Abordando a segurança e a fiscalização, Sergio Moro (PL) propôs a criação de um órgão autônomo para monitorar processos licitatórios e contratos públicos no âmbito regional.

“Vamos criar nossa Agência Estadual Anticorrupção. Aqui no Paraná nós vamos ser modelo para o restante do país. Se Brasília abandonou o combate à corrupção e hoje nos entristece, nós vamos ter nossa agência para não deixar acontecer. Porque cada centavo economizado do desvio do dinheiro público é dinheiro que a gente vai utilizar na saúde, na educação e na infraestrutura”, disse.

Nos extremos do espectro político, Samuel Mattos (PSTU) defendeu a expropriação de setores produtivos fundamentais para atender às demandas sociais por meio de conselhos populares.

“Por isso nós estamos defendendo a expropriação dos principais ramos econômicos do nosso estado e do país, porque são estes ramos que geram a maior parte da riqueza, e tudo isso foi construído com o suor dos trabalhadores. Então nós queremos colocar tudo isso a serviço de melhorar a vida do conjunto da população e governar através de conselhos populares”, disse.

Por fim, Tayná Miessa (UP) argumentou que a distribuição das riquezas estaduais deve priorizar investimentos sociais diretos e a proteção das mulheres.

“O Paraná é um estado muito rico, e a gente não tem acesso a estas riquezas, a gente acredita que as riquezas devem voltar para nós. Devem ser investimento em saúde pública, mais segurança, para a gente, as mulheres, se sentirem seguras andando na rua de noite, porque segurança pública não é só investimento em mais policiamento, em comprar arma, mas é a gente conseguir sentir a segurança na pele no nosso estado. E também a gente defende que sejam criadas mais delegacias especializadas para atendimento das mulheres no estado, porque hoje a gente só tem apenas 20, dos 399 municípios, e somos o 3º estado com maior índice de feminicídio”, disse.

As entrevistas completas seguem disponíveis nas plataformas digitais da emissora para consulta dos cidadãos interessados em avaliar as plataformas de governo.

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