“é hora de dar um passo atrás na disputa política e pensar primeiro na cidade”.
Bernardi defende que disputa política não afete investimentos em Pato Branco
O presidente da Câmara de Vereadores de Pato Branco, Joecir Bernardi (PSD), avaliou que o município se tornou um “centro da política estadual” em meio ao atual momento turbulento vivido pela política paranaense, com reflexos diretos no cenário local. Em entrevista conduzida pelo repórter Régis Teles, Bernardi citou três fatos recentes que, segundo ele, tiveram impacto na cidade: a destituição do deputado pato-branquense Giacobo da presidência estadual do PL, a pré-candidatura do ex-vereador Guto Silva e a atuação do suplente de senador Sérgio Moro, representado em Pato Branco por Ricardo Guerra.
Bernardi afirmou que teme que essas movimentações partidárias possam influenciar nos investimentos já ajustados para o município, destacando a importância de preservar as obras em andamento e os recursos destinados à cidade. Questionado por Teles sobre a Avenida Frei Policarpo, já prevista no orçamento do Estado e tratada pela gestão municipal como um dos principais projetos estruturantes para Pato Branco, o presidente da Câmara reforçou que é hora de “dar um passo atrás” na disputa política e pensar primeiro na cidade.
Para o vereador, a antecipação do debate eleitoral em 2026 prejudica as gestões em todo o Estado, ao desviar o foco do dia a dia das prefeituras e das câmaras municipais. Ele lembrou que as candidaturas só serão oficialmente definidas no fim de julho e que, até lá, Executivo e Legislativo precisam continuar trabalhando, enfrentando problemas e buscando soluções. Bernardi defendeu que interesses pessoais e partidários não podem se sobrepor aos investimentos previstos para Pato Branco e disse ser contra qualquer retaliação ou interrupção de obras em razão de mudanças de “bandeira política”.
Ao ser questionado sobre a indicação de Sandro Alex pelo governador, em meio às leituras de que o movimento representaria uma “rasteira” sobre a pré-candidatura de Guto Silva, Bernardi adotou tom de cautela. Ele afirmou que tem conversado com lideranças locais e estaduais, mas que ainda é cedo para um juízo definitivo sobre o processo, pedindo de 10 a 15 dias para que os bastidores fiquem mais claros. Segundo o presidente da Câmara, situações “atípicas” sempre geram consequências na política e, se forem respondidas “com o fígado”, podem resultar em perseguição a projetos importantes para a cidade, o que considera perigoso e prejudicial à população.

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