Chuvas no Paraná podem afetar eleições e alterar urnas

Com a previsão de chuvas intensas para o próximo domingo (4), data do primeiro turno das eleições gerais de 2026 no Paraná, a realização do pleito pode ser afetada em algumas cidades do estado, conforme alertou o secretário de Segurança Pública, coronel Hudson Leôncio Teixeira.

Mudanças em União da Vitória O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) anunciou nesta sexta-feira (25) a alteração de seis locais de votação no município de União da Vitória por conta do risco de alagamentos, uma medida que afeta diretamente 9,7 mil eleitores. O TRE informou que alguns dos espaços substituídos poderão servir como abrigos para famílias desabrigadas pela Defesa Civil.

A lista completa das transferências inclui o Salão da Igreja do Loteamento Maria Anizia, que foi mudado para o Colégio Estadual Marina Marés de Souza; a Escola Municipal Professor Didio Augusto, direcionada para o CMEI Zilá Palma Fernandes Luiz; e o Colégio Estadual Bernardina Schleder, transferido para o CMEI Maria Flenik.

Além desses, a Escola Municipal Coronel Davi Carneiro foi remanejada para o Centro Comunitário do Bairro São Joaquim; a Escola Municipal Melvin Jones foi levada para a Escola Saint Joseph; e a Escola Municipal Dario Bordin passou a funcionar no CMEI Eneida Fagundes da Silva.

Novas alterações no horizonte Existe a possibilidade de que outros cinco locais de votação também sejam modificados, caso a situação climática se agrave. A fim de avaliar novas medidas, o presidente do TRE-PR, desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, reuniu-se nesta sexta-feira (25) com representantes do Simepar e da Defesa Civil.

“As pessoas têm que exercer o direito, nós temos que garantir que elas tenham direito ao voto, e talvez isso não seja possível em algumas regiões [por causa das chuvas], então nós vamos alinhar isso com o TRE, com todos os envolvidos”, destacou o coronel Hudson Leôncio Teixeira.

Situação de emergência e cidades afetadas A declaração foi concedida durante uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira (25), após o encontro do Gabinete de Gestão Integrada que avaliou as respostas aos desastres provocados pelas tempestades recentes no estado, contando com a participação do Governo do Paraná, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros.

Entre os pontos que exigem maior atenção das autoridades estão o município de Apucarana, que continua sob vigilância após as fortes chuvas, e Adrianópolis, onde moradores enfrentam dificuldades de acesso a áreas específicas da cidade, além de União da Vitória, castigada por enchentes.

Lei Seca descartada no estado Apesar do cenário de instabilidade climática, o secretário de Segurança Pública avalia que o pleito transcorrerá com tranquilidade, ressaltando que diversas reuniões já foram conduzidas para organizar o aparato policial.

Questionado sobre a restrição na venda de bebidas alcoólicas, o titular da SESP-PR adiantou que não planeja pedir a adoção da ‘Lei Seca’ para o primeiro turno deste ano.

“Eu não pretendo fazer esta solicitação ao governo do Estado, uma vez que não se percebe a necessidade. O povo paranaense tem sido muito ordeiro, ao longo das eleições passadas, não vejo essa necessidade para este momento”, disse o secretário.

Contexto da disputa eleitoral O primeiro turno das eleições de 2026 ocorre em 4 de outubro, enquanto um eventual segundo turno está agendado para o dia 25 do mesmo mês. No estado, a disputa pelo governo estadual conta com oito candidatos oficializados pelos partidos: Adriano Teixeira (PCO), Alexandre Salomão (Mobiliza), Luiz França (Missão), Requião Filho (PDT), Samuel Mattos (PSTU), Sandro Alex (PSD), Sérgio Moro (PL) e Tayná Miessa (UP).

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