Pedreiro é morto por colega em obra no Paraná
Vítima e suspeito já tinham desentendimentos familiares e voltaram a discutir no local de trabalho na manhã desta quarta-feira (4).
Um pedreiro de 50 anos foi assassinado a golpes de faca por um colega de trabalho dentro de um canteiro de obras situado em Pato Branco, município localizado no sudoeste do Paraná, na manhã desta quarta-feira (4). O homicídio ocorreu por volta das 9h no bairro São Francisco, após um desentendimento entre os dois profissionais.
Dinâmica do crime e fuga frustrada
De acordo com informações da Polícia Civil, a vítima foi identificada como Vanderlei Oss Emer. Durante a nova discussão motivada por desavenças familiares anteriores, o pedreiro foi atingido por múltiplos golpes de faca, com foco principal na região do tórax e do pescoço.
Mesmo gravemente ferido, Vanderlei tentou escapar da agressão e deu alguns passos antes de cair no chão. Equipes de socorro médico foram acionadas imediatamente para prestar atendimento, mas o trabalhador não resistiu aos ferimentos e veio a óbito antes mesmo da chegada dos profissionais de saúde ao local.
Apresentação à polícia e alegação de defesa
O suspeito do crime, cuja identidade não foi divulgada pelas autoridades, fugiu logo após o ataque, mas se apresentou na hora do almoço acompanhado por um advogado. Na ocasião, ele entregou a faca utilizada no homicídio e alegou durante o interrogatório que agiu em legítima defesa.
Segundo o delegado Éder de Oliveira, responsável pelas investigações, as equipes policiais já realizavam diligências para localizar o indivíduo quando ele se entregou voluntariamente na delegacia, motivo pelo qual não houve prisão em flagrante.
Conflito familiar como motivação
As apurações apontam que a motivação para o crime tem raízes em um conflito familiar prévio. O suspeito tem uma filha com a enteada da vítima. Ambos já haviam entrado em atrito no dia anterior e acabaram retomando a discussão ao se encontrarem na obra na manhã do crime.
“O autor já está identificado e estamos colhendo elementos para responsabilizar o envolvido. Trata-se de um conflito familiar”, afirmou Éder de Oliveira.
A investigação conduzida pela Polícia Civil segue em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do assassinato, analisar a tese de legítima defesa apresentada pelo agressor e concluir o inquérito policial dentro do prazo estipulado por lei.

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