OLHO VIVO PR designa comissão para auditar o programa em quatro meses
Uma portaria publicada no Diário Eletrônico do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) instituiu uma comissão de auditoria para apurar o programa “Olho Vivo Paraná”. A investigação, conduzida pela Inspetoria de Controle Externo sob a superintendência do conselheiro Ivan Bonilha, terá prazo inicial de quatro meses.
O objetivo do trabalho é analisar a conformidade do procedimento licitatório para aquisição de equipamentos e sistemas de segurança no âmbito do programa, executado pela Superintendência Geral de Governança de Serviço de Dados, vinculada à Casa Civil.
A auditoria representa uma nova etapa na fiscalização do Olho Vivo, que já havia sido alvo de medida cautelar do próprio TCE. Em decisão anterior, o conselheiro Fernando Guimarães determinou a suspensão do Pregão Eletrônico nº 203/2026 — que previa contratação de plataforma de videomonitoramento inteligente estimada em R$ 580,9 milhões — após a 4ª Inspetoria de Controle Externo apontar fragilidades graves no procedimento licitatório, incluindo riscos de sobrepreço, inconsistências na definição do objeto, fragilidades na governança do projeto e possíveis irregularidades no tratamento de dados sensíveis.
Mesmo com a licitação suspensa, informações indicam que parte do programa já estava em execução, com cerca de R$ 30 milhões destinados à instalação de câmeras, operacionalizados por meio da Celepar e contratos relacionados à Google.
A fiscalização também deve avaliar o funcionamento do sistema, que permite o cruzamento de dados sensíveis — como informações de veículos, mandados de prisão e registros de segurança pública — a partir de imagens captadas por câmeras, levantando questões sobre governança, controle de acesso e armazenamento de dados.